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O reconhecimento à profissão é o que mais importa para o melhor reparador do Brasil

“O troféu vale muito mais do que qualquer quantia em dinheiro. Ele é a prova pública de que tudo o que eu estudei valeu a pena”, afirma Ricardo Cramer, vencedor do GP Motorcraft 2014. Elenoscontasobre as emoções de participar da competição

Vinicius Montoia
10 de agosto de 2015

Ricardo Cramer dos Santos, o vencedor da primeira edição do GP Motorcraft

O Grande Prêmio Motorcraft – o Melhor Reparador do Brasil é uma iniciativa da Ford que tem como foco identificar e reconhecer profissionais que se destacam e provam seu conhecimento por meio de uma prova teórica e outra prática. A premiação, que está sendo relançada na versão 2015, conta com o apoio do Sindirepa Nacional (Sindicato da Indústria de Reparação de Veículos e Acessórios), do Senai (Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial) e da Bosch.

O vencedor do GP foi agraciado com um Ford New Fiesta 0 km, que Ricardo guarda com carinho em sua garagemNa edição de 2014 a competição foi dividida em três etapas. A primeira somou 5.600 inscritos que tiveram de responder, no site Reparador Motorcraft, 30 questões sobre conhecimentos técnicos automotivos. O programa foi configurado para que o participante respondesse o questionário em apenas uma hora. 

Para que se possa imaginar a complexidade da prova, apenas 23 reparadores, de todas as partes do Brasil, gabaritaram. Na segunda parte a sorte foi o principal ingrediente, que identificou os dez finalistas para a prova prática, que consistia em consertar um carro de verdade no prazo determinado e diante da banca examinadora e uma plateia de convidados. 

A escola SENAI do Ipiranga ganhou novo layout com as baias onde estavam os carros para o certame. O público podia circular entre os estandesPara saber como está se sentindo o vencedor do GP 2014, o jornal Oficina Brasil foi até a cidade de Santos no litoral paulista e conversou com o Ricardo Cramer dos Santos. “Fui para a prova prática com o objetivo de participar. Esse era o intuito desde o começo. Nunca se sabe o nível das pessoas que estão na competição. Eu tenho bastante experiência na área de elétrica, mecânica, e fiz diversos cursos para me manter atualizado, mas não conhecia nenhum dos competidores e já estava realizado de estar sendo reconhecido até aquele ponto, não esperava vencer”, conta.

Ricardo, que trabalha na oficina fundada pelo pai, revela que tinha algumas expectativas quando fez a prova online: “falei para a minha mãe, ‘fiz uma prova e era muito difícil. As perguntas eram muito bem elaboradas e não havia como procurar na internet. Tinha que pensar, porém eu acho que fui bem’”. Contudo, Ricardo Cramer ficou muito surpreso quando foi chamado pela organização do GP para a etapa prática: “entraram em contato comigo informando que eu tinha sido selecionado e eu não falei para ninguém, exceto para minha esposa e minha mãe”.

Fábio, dona Cristina e Ricardo Cramer dos Santos. A mãe, ao centro, foi a primeira a saber que Ricardo participaria do Grande Prêmio MotorcraftPROVA PRÁTICA

Durante a prova prática, que ocorreu na escola Senai, no bairro do Ipiranga em São Paulo, foi testado muito mais do que o conhecimento dos reparadores. O sangue frio foi necessário para poder descobrir o defeito simulado – pane elétrica - e consertar o Ford Fiesta Rocam em apenas duas horas. Vencia o certame aquele profissional que fizesse o carro funcionar, montasse e limpasse o veículo em menos tempo. 

Durante o tempo da prova, era comum ouvir o barulho de algum competidor acionando a partida e aí Ricardo imaginava que já tinha perdido... Porém quando percebia que o motor do carro do colega não funcionava vinha o “alívio”. “Ainda tenho uma chance” pensava consigo mesmo, a esta altura um aflito Ricardo.

O reparador de Santos só conseguiu solucionar o problema do Ford Fiesta Rocam a menos de 8 minutos para o encerramento da prova. Haja coração!No layout arranjado nas dependências do Senai foram armadas cinco baias ondem estavam os carros Fiesta e os equipamentos e ferramentas necessários para o reparo. Ricardo ficou na primeira baia, que por sua posição estratégica, foi neste espaço onde o público mais se concentrou: “acordaram a gente muito cedo, 5 horas da manhã. Eu fiquei muito nervoso, passei mal no banheiro do hotel, só comi fruta... (risos). E fiquei nervoso porque sou tímido e aquilo parecia um reality show, tinha muita gente olhando”. Apesar da tensão, Ricardo reparou que a estrutura para a competição era primorosa: “todos os aparelhos funcionaram. Muitas vezes no dia-a-dia das oficinas o aparelho não lê os defeitos, surgem outros defeitos, etc... Ou seja, a prova foi bastante técnica, bem elaborada e o pessoal do Senai e da Ford estão de parabéns”.

Na hora do desafio prático e após começar alguns testes, Ricardo viu que o relé (interruptor eletromecânico) não atracava: “eu medi o quanto de pulso estava chegando ao final e vi que eram 5 volts. Nesse momento eu percebi que havia algo de errado. Soltei o módulo lá na frente do veículo para provar para o auditor do Senai que ali havia um defeito, porque esse determinado fio não poderia ter resistência”. Ricardo começou a montar tudo o que havia feito para procurar o defeito e então resolveu dar a partida: “quando liguei o carro estourou um fusível”, afirmou o reparador.

Ricardo e a esposa Patrícia comemoram o New Fiesta 0 kmO problema do Ford Fiesta consistia em um dos três atuadores do modelo e Ricardo conta como resolveu: “eu usei da engenharia reversa. Ou seja, desligar tudo para ver qual pararia de queimar, pois um deles estava em curto-circuito. Quando eu fui desligar o terceiro ele não soltava e eu perdi quase 20 minutos com ele. Quando eu consegui soltar, percebi que o problema persistia”, disse Ricardo.

Ao pegar o fusível, faltavam menos de 15 minutos para o término da competição. “Tive que abrir o manual para tentar descobrir o problema. Quando eu fiz isso percebi que, além de três atuadores, o circuito tinha um relé. Foi somente aí que percebi que o problema estava nele. Fiz a substituição e dei a partida... E o carro pegou”. Nesse momento, a plateia que acompanhava o trabalho do reparador começou a aplaudir.

Depois foi muita emoção e alegria, pois além da plateia aplaudindo Ricardo contou com uma convidada muito especial. Sua esposa Patrícia estava presente, após ter saído de Santos para assistir a finalíssima do GP e foi a primeira a abraçá-lo. 

A esposa de Ricardo aguardava ansiosamente o término da prova. Depois, foi só alegria!

No dia em que nos concedeu a entrevista, Ricardo nos explicou um pouco mais de sua atividade e que trabalha com Fábio Cramer dos Santos, irmão e sócio, este é responsável pela parte da mecânica da oficina, enquanto que Ricardo ficou com a parte elétrica. Fábio, orgulhoso do irmão, defende que nenhuma montadora fez o mesmo pelo reconhecimento do trabalho dos reparadores: “nenhuma montadora deu uma oportunidade como essa para nós reparadores”. Além do título de “melhor reparador do Brasil” Ricardo foi presenteado pela montadora com um Ford New Fiesta 0 km e deu de presente para a esposa. O reparador resume sua experiência: “é algo que eu e minha família nunca mais vamos esquecer!”, confessa emocionado.

UM POUCO MAIS DO GP

Os participantes da primeira edição do GP Motorcraft tiveram a oportunidade de conhecer a fábrica da Ford, em São Bernardo do Campo, região metropolitana de São Paulo. Ao visitar a montadora, Ricardo ficou impressionado com a tecnologia e fantástica recepção dispensada pela equipe Ford aos finalistas do GP: “eu sentei do lado do presidente da Ford em um almoço e achei sensacional o que fizeram por nós. A fábrica me surpreendeu pela quantidade de tecnologia e robôs para fazer um carro na linha de montagem”, relata impressionado com o que viu.

Os irmãos reconhecem que a atitude da Ford foi muito louvável ao criar este Prêmio que é único na valorização da profissão, mesmo sabendo que o reparador independente trabalha com diversas marcas. “Esta iniciativa da Ford é extremamente importante e de uma maneira muito bonita e emocionante que valoriza nosso papel, que é acolher o dono de um carro, de qualquer marca, inclusive um Ford, que confia os serviços a nós”, esclarece.

Neste ponto Fábio completa a percepção do irmão: “nesta relação de confiança acabamos influenciando o dono do carro sobre marcas e modelos em função de nossa experiência multimarcas”. 

Ainda sobre o papel do reparador Ricardo complementa invocando um pouco a origem da oficina, diretamente ligado a sua família: “meu pai, que fundou a oficina nos ensinou tudo sobre a parte técnica e principalmente a ética nos serviços e tratamento dos clientes. Assim, eu digo para todo mundo que eu não sou mecânico. Eu sou reparador! O reparador é o mecânico com estudo. E a gente estuda muito. O jornal Oficina Brasil, por exemplo, é lido todo mês por nós. A gente guarda todas as informações técnicas, diagramas, gráficos, etc.”, afirma Ricardo. 

Como a oficina é claramente um negócio familiar, não poderíamos deixar de conversar com a mãe de Ricardo, dona Cristina Cramer dos Santos, que aos 63 anos trabalha na parte administrativa da oficina e defende orgulhosa o prêmio GP Motorcraft: “o mais admirável de tudo isso é que a Ford criou o mais importante evento brasileiro de reconhecimento do profissional reparador”, referiu com convicção dona Cristina.

E você, reparador, já viu que as inscrições para o Grande Prêmio Motorcraft – O Melhor Reparador do Brasil 2015 já estão abertas? Entre no site www.reparadormotorcraft.com.br e faça o teste. Quem sabe você não repete a história do campeão Ricardo Cramer dos Santos e no ano que vem vai ostentar na sua oficina o maior troféu de reconhecimento da profissão de reparador automotivo e mais um Ford Fiesta 0 km na garagem?  Mas para que isso aconteça é fundamental participar. Inscreva-se já. Boa sorte!

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