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Ford apresenta o novo motor 1.0 EcoBoost, com três cilindros, que desenvolve 125 cv

Propulsor equipará o New Fiesta já neste mês e traz muitas inovações para o segmento das 1000 cilindradas. Ele tem 20 cv a mais que os motores dos principais concorrentes, Volkswagen up! TSI e Hyundai HB20 Turbo

Vinícius Montoia
15 de julho de 2016

A Ford apresentou o segundo motor da família EcoBoost. Mas dessa vez é uma novidade aguardada: o 1.0 de três cilindros com turbocompressor que desenvolve 125 cv. Segundo a marca, este motor é 20% mais econômico que o 1.6 aspirado que equipa, entre outros modelos, o New Fiesta, que vai aposentar o 1.6 de 130 cv flex e utilizar o 1.0 EcoBoost (somente gasolina) a partir deste mês. Além disso, ele emite 15% menos CO2.

O novo propulsor combina turboalimentação, injeção direta de combustível e comando de válvulas variável. Mas essa família de motores já está presente no Brasil no novo Fusion, que é carregado pelo 2.0 EcoBoost. “Dizemos que o EcoBoost é uma das soluções mais inteligentes que a Ford já incorporou em seus veículos”, afirma Rogelio Golfarb, vice-presidente de Estratégia, Comunicação e Relações Governamentais da Ford América do Sul.

 

A Ford estabeleceu metas avançadas no projeto do motor EcoBoost tanto em termos de eficiência como de requisitos de funcionamento silenciosoA família EcoBoost é bastante vasta fora do país: 1.0 de três cilindros; 1.5, 1.6, 2.0 e 2.3 de quatro cilindros; e o V6 2.7 e 3.5. Esta quantidade enorme de motores equipa veículos de produção e de competição, como o Focus RS, a F-150 Raptor e o novo Ford GT, que participará da lendária corrida de 24 horas de Le Mans.

De acordo com a montadora, o desenvolvimento desta família de motores gerou mais de 275 patentes para a Ford e mais 200 ainda estão pendentes. E no Brasil este motor 1.0 EcoBoost se junta a outros propulsores: 1.0 TiVCT flex (Ka e Ka+), 1.5 Sigma flex (New Fiesta), 1.6 Sigma TiVCT flex (New Fiesta, Focus e EcoSport), 2.0 Duratec flex (EcoSport), 2.0 Direct flex (Focus), 2.0 EcoBoost (Fusion), 2.0 Atkinson (Fusion Hybrid), 2.2 Diesel Duratorq (Ranger), 2.5 flex (Fusion), 2.5 Duratec flex (Ranger) e 3.2 Diesel Duratorq (Ranger).

 

1.0 três cilindros turbo

 


Ele estreou nos Estados Unidos em 2014 e também é comercializado na Europa. No Velho Continente, segundo a marca, um em cada cinco veículos vendidos pela Ford é equipado com esse motor. Nós tivemos a oportunidade de testá-lo no evento de lançamento do Ford New Fiesta e você vai conferir tudo na edição de agosto do Jornal Oficina Brasil.

“Na América do Norte, desde 2015 toda a linha de veículos de passageiros, desde o Fiesta e Focus até a Transit e a F-150, tem a opção de motores EcoBoost. Na Europa, um em cada quatro veículos da marca vendidos hoje é equipado com eles. No mundo, essa tecnologia já está disponível em mais de 80% dos nossos modelos”, acrescenta Rogelio Golfarb.

 “O melhor exemplo para entender essa tecnologia é que o EcoBoost oferece potência de um V8 com a economia de combustível de um V6”, diz Enio Gomes, diretor de Engenharia de Motores e Transmissões da Ford América do Sul

“O EcoBoost 1.0 é uma resposta aos consumidores que querem veículos mais acessíveis e econômicos. Pode ser pequeno em tamanho, mas é grande em tecnologia e inovação”, explica Volker Heumann, chefe de Engenharia de Motores da Ford América do Sul.

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A sua potência de 125 cv é liberada aos 6.000 rpm e o torque de 17,3 kgfm vem de forma linear dos 1.400 a 4.500 rpm. Ele é produzido com bloco de ferro fundido, mas cabeçote e cárter de alumínio. Além de injeção direta de combustível com bomba de alta pressão, turbocompressor e duplo comando variável de válvulas, ele utiliza uma nova estratégia de balanceamento do motor, bomba de óleo variável, correia banhada em óleo, coletor de escape integrado no cabeçote e sistema de arrefecimento dividido.

Os engenheiros do Centro Técnico da Ford em Dunton, no Reino Unido, teve o objetivo de desenvolver um motor de três cilindros, supereficiente e tecnicamente avançado, capaz de oferecer o mesmo desempenho de um quatro cilindros, mas com menor consumo e menos emissões.

Para isso, eles otimizaram a eficiência térmica e reduziram o atrito entre as parte móveis internas, especialmente durante o aquecimento do propulsor, quando o nível de emissões de CO2 e demais poluentes é maior.

A injeção direta de combustível, feita com eletroinjetores de alta pressão com múltiplas injeções por ciclo, elimina o desperdício de combustível nos dutos de admissão e garante uma combinação ideal potência e eficiência. De acordo com a Ford, ao mesmo tempo este sistema produz um efeito de lavagem dos cilindros que permite uma maior massa de ar limpo por carga e reduz o fenômeno de detonação.

“Para ampliar os limites do desenvolvimento de motores, a Ford acredita que as corridas e competições são um bom laboratório”, afirma Enio Gomes.O duplo comando variável de válvulas, tanto na admissão como no escape, permite a abertura tardia das válvulas de escape para melhorar o consumo de combustível e o cruzamento de válvulas para aumentar o torque em baixa rotação.

O turbocompressor com controle ativo trabalha com pressões de até 1.5 bar na saída e rotações de até 248.000 rpm. A bomba de óleo variável tem ajuste automático para melhorar a performance em diversas condições, aumentando a economia de combustível.

A correia banhada a óleo reduz as perdas por atrito e traz uma economia adicional de 1% no combustível, além de tornar o funcionamento mais silencioso, garante a Ford. O coletor de escape integrado no cabeçote permite um aquecimento mais rápido do motor e do catalisador. A montagem em peça única reduz a temperatura dos gases de exaustão e permite que o motor gire em uma faixa de rotação mais ampla, com taxa ótima de mistura ar/combustível, segundo a fabricante. Esse novo design também reduz o peso e permite uma operação mais suave.

 

Já o sistema de arrefecimento dividido, com duas válvulas termostáticas, melhora a distribuição de temperatura no motor para um aquecimento mais rápido do óleo e fluido na partida. Com isso, mantém a viscosidade do motor no nível certo, melhorando o consumo de combustível e emissões. O sistema de resfriamento de pistões, acionado pela bomba variável, é outro fator que contribui para a eficiência térmica.

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