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23ª edição do Seminário da Reposição discute sobre os principais desafios da era digital

O evento que contou com a participação de diversos nomes do setor abordou a importância da comunicação com o cliente nessa nova era, além de uma equipe comprometida e atualizada de acordo com as novas tendências do mercado

Caique Silva
27 de novembro de 2017

A 23ª edição do evento, que aconteceu na sede da FECOMERCIO-SP reuniu grandes nomes para falar sobre a era digital

No dia 10 de outubro, em São Paulo, na sede da FECOMERCIO-SP, aconteceu a 23ª edição Seminário da Reposição. O evento teve como tema principal as oportunidades no mercado da reposição automotiva na 4ª Revolução Industrial, dando sequência à sua 22ª edição, que abordou o futuro do pós-venda  com a chegada de novos modelos e a revolução tecnológica pela qual o setor passa. 

Com representantes das entidades do setor, fabricantes de autopeças, distribuidores, varejistas e reparadores, o Seminário recebeu centenas de participantes.

Rodrigo Carneiro, presidente interino da Andap, iniciou a cerimônia de abertura do evento deste ano falando sobre as principais transformações do setor automotivo. “Estamos ante à evolução tecnológica com novas soluções, motores e mudanças em termos de energia dos veículos. Será que estamos preparados para gerir nossos negócios diante de tantas transformações?”, disse Carneiro.

Elias Mufarej, coordenador da GMA – Grupo de Manutenção Automotiva, citou a importância do setor de reposição na retomada do crescimento da indústria automotiva após período de instabilidade, além de seu crescimento contínuo. “O setor de reposição passou a ser mais importante na cadeia, ajudando a indústria automotiva a passar pela crise. O mercado está em franca expansão, exigindo muito trabalho do setor”, comentou.

Diante do aumento de trabalho e maior exigência sobre o setor de reposição automotiva, Heber Carlos Carvalho, vice-presidente do Sincopeças-SP, ressaltou que a entidade tem feito alguns pleitos, como a implantação da inspeção veicular para toda a frota, a não liberação do sistema de peças usadas relativas à segurança dos veículos, bem como avaliação da substituição tributária em autopeças.

Antonio Fiola, presidente do Sindirepa-SP e Nacional também destacou as principais ações das entidades, citando a importância da inspeção veicular e o projeto de lei para regulamentação de oficinas, que o governo não aprova há anos. “O setor vem investindo e se profissionalizando, lançando anuário e normas. Espero no ano que vem comemorar os pleitos pendentes, bem como novos, com mais reciprocidade do poder público”, disse.

Antonio Fiola, presidente do Sindirepa-SP e Nacional

Marcando presença no evento e apresentando o painel “O mundo das disrupções e das mudanças na 4ª Revolução Industrial”, o professor, empresário e colunista da rádio CBN, Carlos Júlio, afirmou a necessidade de evolução das empresas do setor, pois segundo estudos, apenas sobreviverão aquelas que obtiverem crescimento de dois dígitos todo ano. Carlos destacou alguns acontecimentos, como a máquina a vapor na 1ª Revolução Industrial; a eletricidade, na 2ª Revolução Industrial; a internet/digital, na 3ª e o fato de todas as ciências começarem a se conversar na 4ª Revolução Industrial.

Renato Meirelles, sócio e presidente do Instituto Locomotiva, falou sobre as mudanças no cenário do mercado após longo período de instabilidade, que gerou grande alteração no comportamento e hábitos dos clientes.

“Os compradores brasileiros estão saindo dos pontos de vendas menos satisfeitos do que no passado”, enfatizou.
Segundo o palestrante, as empresas que se mostram parceiras no momento de dificuldade, ganham confiança dos consumidores. Há expectativas diferentes com relação ao futuro do País e da vida pessoal.  49% acham que o País vai melhorar no próximo ano e 80% acreditam que a própria vida vai melhorar.

Comparado com o ano anterior, mais da metade dos brasileiros têm dado mais importância para preço e qualidade na hora de consumir e 1/3 tem valorizado mais as marcas. “Querem custo-benefício”, disse.

O número de internautas brasileiros mais que dobrou nas últimas décadas. A internet modificou, inclusive, a forma como as pessoas acessam notícias e escolhem produtos e serviços.

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As práticas de sucesso com relação aos consumidores passam pelo relacionamento (tecnologia e política de relacionamento); capilaridade (disponibilidade de produtos e serviços em local de fácil acesso); clareza, didatismo e transparência (comunicação clara e honestidade nos processos); identificação e parceria (referências próximas e realidade do consumidor); prestação de serviço (que seja percebido como relevante) e preço justo (compatível com a entrega).

Rodrigo Carneiro (Andap), Heber Carvalho (Sincopeças), Antonio Fiola (Sindirepa) e Elias Mufarej (Coordenador do GMA e Conselheiro do Sindipeças)

É PRECISO ESTAR ATUALIZADO

Sobre os novos comportamento dos profissionais do mercado da reposição automotiva, Antonio Maciel, ex-presidente da Ford Motor Co. Brasil e da CAOA, citou a importância da atualização de acordo com a necessidade do mercado.
Maciel disse que as novas tecnologias chegaram e os reparadores precisam estar rapidamente preparados para atender aos veículos conectados, pois, se não o fizerem, com o acesso a tantas informações de maneira rápida, outros farão.

MERCADO SOB A ÓTICA DO VAREJO

Richard Stad, CEO da Aramis Menswear, discorreu sobre a grande mudança de comportamento dos clientes nessa nova era: “estamos na era da conexão. O ambiente muda e as pessoas se adaptam”, disse. Richard ainda falou sobre a necessidade de atualização e integração do online com o físico.

DEBATE

Ao final do evento, os palestrantes Renato Meirelles, Antonio Maciel, Richard Stad e Calos Júlio debateram  e fizeram previsões sobre o futuro da reposição automotiva, deixando suas experiências ao público e levando a essência do tema principal do evento, os desafios de uma nova era muito mais conectada e com novos comportamentos.

EXPO DAY 2017

Neste ano, o evento apresentou ainda um andar exclusivo para expositores da cadeia automotiva para que os participantes tivessem a oportunidade de gerar negócios.

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