Dados recentes da Confederação Nacional de Transportes mostram que apenas 12% das rodovias brasileiras são pavimentadas. Além de comprometer seriamente a segurança de motoristas e passageiros, as más condições das estradas nacionais prejudicam a suspensão do veículo, aumentando em até 26% os gastos com reparações. Para minimizar os prejuízos, a Monroe, líder mundial no desenvolvimento e fabricação de amortecedores, oferece dicas para trafegar em pistas irregulares.
Segundo Juliano Caretta, coordenador de Treinamento Técnico da Monroe, a recomendação geral é ser cuidadoso ao dirigir em locais mal pavimentados. “O ideal é reduzir a velocidade e ter muita cautela ao passar por buracos e imperfeições, exigindo menos esforço dos componentes da suspensão”, explica. O especialista ressalta que a duração do conjunto da suspensão, principalmente a do amortecedor, será proporcional às condições de uso do veículo.
Desnivelamentos, buracos e ondulações desgastam peças como amortecedores, molas, buchas e peças de borracha em geral, diminuindo o desempenho do veículo. Consequentemente, a vida útil das peças reduz por conta do trabalho excessivo.
Leia também
Os dados da Confederação Nacional de Transportes também revelam que trafegar por estradas ruins aumenta os riscos de acidentes e o consumo de combustíveis e conclui que as condições das rodovias impactam no custo de manutenção dos carros.
A Monroe aconselha a checagem do amortecedor a cada 10 mil quilômetros ou conforme orientação da montadora. A troca preventiva é recomendada quando o veículo atingir 40 mil quilômetros rodados ou quando o motorista notar problemas de dirigibilidade. Ruídos na suspensão, solavancos, balanços excessivos, falta de contato dos pneus com o solo são alguns sinais de desgaste. Quando houver a necessidade de troca do amortecedor, recomenda-se também a substituição do kit, composto pelo coxim, batente e coifa.
Conteúdo
útil?
Faça login para avaliar
Foi útil?