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Alimentação Eletrônica DCU Bomba de ARLA–DENOXTRONIC 2.1

A placa eletrônica do sistema Denoxtronic 2.1 possui uma aplicação ampla e é conhecida por apresentar falhas recorrentes. Entre os problemas mais comuns relacionados a esse módulo eletrônico, destacam-se as falhas no circuito de alimentação. Confira agora uma análise técnica dessas ocorrências!

André Miura
04 de novembro de 2026

As falhas eletrônicas do sistema Denoxtronic 2.1 podem comprometer o funcionamento de diversos setores ou circuitos da placa e, em casos mais graves, provocar uma parada total no funcionamento (tanto da injeção de ARLA 32 quanto na comunicação com a bomba – DCU). Mas nesse artigo, vamos focar no circuito de alimentação e suas falhas principais.

Embora o módulo receba a tensão de fonte 24V da bateria do veículo, seu funcionamento depende de outras tensões geradas e convertidas internamente, como 6V, 5V e até uma tensão amplificada de 32V. Cada uma dessas linhas de tensão é destinada a alimentar circuitos específicos. Para compreendermos melhor o funcionamento desse sistema, analisaremos os circuitos e os componentes responsáveis pela geração dessas conversões de tensão.

Primeiro, vamos analisar uma diferença na configuração e montagem do hardware da placa eletrônica, que varia conforme a aplicação/montadora do veículo. Isso impacta diretamente na quantidade de componentes que temos no circuito de alimentação da placa.

Nas aplicações Iveco e Ford, não identificamos diferenças entre as placas. Entretanto, na aplicação Volvo, encontramos essa diferença no hardware, pertencente ao circuito de alimentação, especificamente a linha +30 (tensão direta da bateria). Essa principal diferença está na presença de dois diodos adicionais no circuito nas versões da Iveco e Ford. Já na versão Volvo, esses componentes não estão presentes, sendo possível observar apenas os respectivos “pads” (ilhas de soldagem) na placa eletrônica, sem a instalação dos componentes.


Imagem 1 – Diodo da alimentação na placa Volvo, Iveco e Ford

Circuito da linha +30 (fonte primária)

No setor de alimentação da placa, a primeira etapa a ser analisada é a linha +30 (proveniente direto da bateria), onde encontramos a tensão de 24 V constante. Nesse circuito encontramos apenas alguns componentes, sendo eles diodos, capacitores de cerâmica e um C.I. (Circuito Integrado), que iremos identificar como modulador de tensão, pois sua principal função é modular a tensão para mais ou para menos. A seguir podemos observar todos os componentes que fazem parte do circuito da linha +30.


Imagem 2 – Componentes responsáveis pelo circuito da linha +30

Circuito da linha 15

Após a primeira etapa de alimentação com tratamento das tensões primárias de fonte, a placa eletrônica necessita de uma segunda ativação: a linha +15, que é o sinal de pós-chave do veículo. Quando essa linha é acionada, o sinal de tensão é enviado através de um circuito ao mesmo C.I. Modulador, permitindo a ativação das etapas seguintes do sistema de alimentação. Como consequência dessa ativação do C.I. Modulador, são geradas outras tensões internas da placa, como 6V, 5V e a linha amplificada de 32V, necessárias para o funcionamento dos diferentes circuitos eletrônicos.


Imagem 3 – Componentes responsáveis pelo circuito da linha 15

Circuito da linha de 6V e 5V

Analisando agora as tensões moduladas de 6V e 5V, identificamos que a tensão de 6V é responsável por alimentar outro C.I., o Regulador de Tensão da placa. Qual seria a diferença entre o Regulador e o Modulador que vimos anteriormente? Após a linha +30 e +15 serem ativadas, o C.I. Modulador começa a trabalhar por completo, onde umas das principais funções é rebaixar a tensão de 24V para 6V. Esse trabalho é realizado em conjunto com alguns componentes: o modulador, o indutor, um diodo e dois tântalos. Mas essa tensão ainda não é a menor necessária. Após o Regulador de Tensão ser alimentado com 6V, ele inicia então o seu estágio de trabalho, com a principal função de gerar uma tensão de 5V para vários circuitos que necessitam dessa tensão menor final.


Imagem 4 – Circuito responsável pela geração dos 6V para alimentar/ativar o regulador de tensão

Imagem 5 – Circuito responsável pela geração dos 5V

Circuito da linha de 32 V

Mas além de rebaixar as tensões de fonte, temos também um circuito amplificador importante - o circuito responsável pela geração da tensão amplificada de 32V. Porém, esse circuito de controle de amplificação da tensão se encontra dentro do próprio C.I. Modulador. Essa tensão é fundamental para o acionamento de alguns MOSFET’s (transistores de acionamento) do tipo high-side (com fonte de tensão positiva), permitindo o chaveamento da alimentação de 24V destinada a alguns atuadores do sistema. O C.I. Modulador recebe as alimentações das linhas +30 e +15 e, após sua ativação, disponibiliza internamente as tensões necessárias para o funcionamento dos circuitos de 32V – podendo chegar a até 36V.

Os MOSFET’s high-side são responsáveis pelo chaveamento da alimentação positiva dos atuadores. Como esses transistores estão interligados com a tensão de alimentação 24V constante, é necessário aplicar ao gate uma tensão superior à tensão presente na fonte para acioná-los adequadamente. Dessa forma, o transistor permite a passagem da alimentação de 24V para o atuador a ser acionado.

Essa alimentação é utilizada no acionamento de determinados atuadores do sistema, como o aquecedor e a eletroválvula direcional, sendo essencial para o funcionamento adequado do circuito de pós-tratamento.


Imagem 6 – MOSFET’s responsáveis por receber os 32V

A análise do circuito de alimentação da placa eletrônica Denoxtronic 2.1 permite compreender a importância de cada etapa responsável pela geração, distribuição e controle das tensões necessárias ao funcionamento do módulo. Entretanto, além da análise individual dos componentes e das trilhas, a simulação eletrônica torna-se uma ferramenta importante para aprofundar o estudo do circuito, permitindo avaliar o comportamento das tensões e verificar a interação entre os diferentes estágios de alimentação.

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Dessa forma, a associação entre a análise do hardware e a simulação dos circuitos contribui para uma compreensão mais ampla do funcionamento da placa, auxiliando na validação dos princípios de operação e na identificação de possíveis inconsistências antes da realização de testes práticos. Essa abordagem proporciona maior embasamento técnico para o diagnóstico e o reparo de falhas relacionadas à alimentação do módulo, bem como validar que o reparo foi efetivo!


Imagem 7 – Simulação do sistema Denoxtronic 2.1 em bancada

LEGENDAS DAS IMAGENS:

Imagem 1 – Diodo da alimentação na placa Volvo, Iveco e Ford

Imagem 2 – Componentes responsáveis pelo circuito da linha +30

Imagem 3 – Componentes responsáveis pelo circuito da linha 15

Imagem 4 – Circuito responsável pela geração dos 6V para alimentar/ativar o regulador de tensão

Imagem 5 – Circuito responsável pela geração dos 5V

Imagem 6 – MOSFET’s responsáveis por receber os 32V

Imagem 7 – Simulação do sistema Denoxtronic 2.1 em bancada

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