Pitstop - Caique Silva

Detran-SP alerta sobre riscos de dirigir sob efeito de álcool

Ação faz parte do Maio Amarelo e é baseada em levantamento que aponta que 94% dos acidentes com vítimas fatais são causados por falhas humanas, como desatenção e imprudência

O Departamento Estadual de Trânsito de São Paulo (Detran-SP) promove neste mês, em parceria com o Movimento Paulista de Segurança no Trânsito, a campanha educativa #FocaNoTrânsito. Em sua terceira semana, a ação aborda um tema recorrente que, dia após dia, faz mais vítimas no trânsito: a mistura de álcool e direção.

A iniciativa faz parte do Maio Amarelo, cor que remete à atenção e, por isso, foi adotada internacionalmente para representar o mês voltado à segurança no trânsito. De acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS), o consumo de substâncias alcoólicas antes de dirigir é um fator que pode ser associado diretamente ao envolvimento em acidentes de trânsito e à gravidade das lesões, fato confirmado pela médica Julia Greve, especialista em ortopedia e traumatologia do Hospital das Clínicas. “Em acidentes em que é constatada embriaguez do motorista, o tipo de lesão é geralmente mais grave. Ele perde a noção dos espaços e, principalmente, do perigo das suas atitudes.”

O Ministério da Saúde mostra outro dado preocupante: 10% dos homens e 2% das mulheres do Estado de São Paulo admitiram dirigir depois de consumir bebidas alcoólicas.

A mais recente versão da Lei Seca, de 2012, prevê tolerância zero para ingestão de álcool antes de dirigir. No entanto, como os bafômetros têm uma margem de erro determinada pela legislação federal, os condutores são autuados quando apresentam a partir 0,05 miligramas de álcool por litro de ar expelido. O limite equivale a menos de um copo de cerveja. 

O motorista flagrado dirigindo após consumir bebidas alcoólicas é multado em R$ 2.934,70 e notificado a responder processo de suspensão do direito de dirigir por um ano. Quem se recusa a fazer o teste do bafômetro recebe as mesmas penalidades. E, mesmo sem soprar o etilômetro, se o perito identificar alguma anormalidade durante o exame clínico, o cidadão pode responder também por crime de trânsito. A pena é de seis meses a três anos de prisão. Para quem faz o teste, o índice que corresponde a crime é superior a 0,33 miligrama de álcool por litro de ar expelido.

Apesar do alto risco de dirigir após beber, há quem tente driblar o bafômetro seguindo dicas de páginas da internet, como a ingestão de vinagre, antisséptico bucal, chocolate ou medicamentos que aceleram o metabolismo. No entanto, nenhum produto interfere na precisão do etilômetro. Uma vez que o aparelho mede o álcool ingerido, que passou para a circulação sanguínea e, posteriormente, foi exalado dos pulmões, o único modo de sair ileso do teste é não beber antes dirigir.

Em 2016, somente o Detran-SP aplicou em todo o Estado 41.972 multas por embriaguez ao volante ou recusa ao teste do bafômetro, 26% a mais do que a quantidade aplicada em 2015, de 33.237. Além do Departamento, as polícias rodoviárias estadual e federal também autuam por embriaguez ao volante.

Para acompanhar a campanha pelas redes sociais do Detran-SP, acesse:
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