30 de outubro de 2026

Saber interpretar as informações gravadas na lateral dos pneus é fundamental para garantir a aplicação adequada, a segurança e o desempenho do veículo. Em conteúdo produzido no estúdio em parceria com a DUNLOP, o professor Scopino apresenta os principais códigos de identificação, explica como verificar o desgaste da banda de rodagem e destaca cuidados importantes durante a instalação. Mais informações sobre a marca e também mais conteúdos técnicos como este estão disponíveis na Comunidade DUNLOP.

As marcações presentes na lateral do pneu reúnem informações importantes para identificar suas dimensões e características de aplicação. Entre elas estão a largura, indicada em milímetros; a relação entre a altura do perfil e a largura, expressa em porcentagem; e o diâmetro da roda, informado em polegadas.
Também aparecem o índice de carga e o código de velocidade, que indicam, respectivamente, a capacidade máxima de carga e a velocidade máxima para a qual o pneu foi especificado. Essas informações devem ser consideradas na escolha do componente, sempre respeitando as recomendações de aplicação do veículo.
Outro detalhe é a letra “R”, que aparece na identificação de muitos pneus. Diferentemente de uma indicação de tamanho de roda, ela representa a construção radial do pneu.
“É importante que o mecânico saiba interpretar essas informações para orientar corretamente o proprietário. Não basta observar apenas o tamanho do pneu: os índices de carga e velocidade também precisam ser respeitados”, explica o professor Scopino.

A profundidade mínima legal dos sulcos é de 1,6 mm. Quando o desgaste da banda de rodagem alcança os indicadores, o pneu deve ser substituído. A condição dos sulcos influencia diretamente a capacidade de aderência, especialmente em pistas molhadas.
“É preciso acompanhar o desgaste dos pneus e não esperar que a condição comprometa a segurança do veículo. O TWI permite identificar visualmente quando o limite de utilização foi atingido”, orienta Scopino.

Durante a instalação, o mecânico também deve observar as indicações presentes na lateral do pneu. Em modelos direcionais, uma seta identifica o sentido de giro correto, que precisa ser respeitado na montagem.
Já nos pneus assimétricos, as inscrições “Inside” e “Outside” indicam, respectivamente, o lado que deve ficar voltado para dentro e para fora do veículo. A montagem invertida desrespeita o projeto do componente e pode comprometer seu comportamento.
“Antes de finalizar a montagem, confira as marcações na lateral. O sentido de giro e a indicação do lado interno e externo não são detalhes que podem ser ignorados”, destaca o professor.
O conteúdo também permite esclarecer uma dúvida comum sobre a conservação dos pneus: não existe um prazo de validade fixo que determine automaticamente quando um pneu deve ser descartado.
A recomendação técnica é que pneus fabricados há mais de cinco anos passem por uma inspeção rigorosa, considerando possíveis sinais de degradação relacionados às condições de armazenamento. Caso não sejam identificados danos ou anomalias que comprometam a integridade do produto, ele pode continuar sendo utilizado, desde que esteja em condições adequadas de segurança. Por isso, a avaliação deve considerar o estado real do pneu, e não apenas sua data de fabricação.
As orientações apresentadas pelo professor Scopino fazem parte de uma iniciativa de conteúdo técnico realizada em parceria com a DUNLOP. Além das informações sobre identificação, desgaste e montagem, mecânicos e profissionais do setor podem encontrar outros materiais sobre pneus na Comunidade DUNLOP, ambiente dedicado ao aprendizado e à troca de informações.
O objetivo é ampliar o conhecimento técnico dos profissionais e contribuir para que as oficinas orientem os proprietários sobre a escolha, a manutenção e a utilização correta dos pneus.
DUNLOP. Quem Tem, Anda Bem.
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