Entrevistas - Da Redação

Sistema Checauto: fidelização do cliente direto na oficina

É fato: o cliente sempre procura o reparador na hora de trocar seu carro. Ele busca informações técnicas sobre o motor, potência, torque, se o carro dura ou não dura e a bateria é confiável, entre outros assuntos

Porém, quase nunca pergunta sobre o histórico do carro que está comprando. Para que o papel de mecânico de confiança seja cada vez mais evidente, a Dekra disponibilizou ao reparador o sistema Checauto, via internet, em parceria com o Jornal Oficina Brasil.

O sistema, já usado em outros países, consegue rastrear todo o histórico do veículo: desde batidas, multas, licenciamento, garantia de procedência e inspeção veicular, graças aos contratos conquistados com empresas privadas e órgãos públicos.

A Dekra enxergou no reparador a oportunidade de não somente ampliar seu negócio, mas de exercer um papel que garante a segurança de todos “É uma maneira do profissional da oficina fidelizar o cliente final e reafirmar esse papel de confiança que ele exerce, além de estar prestando um serviço que garante a segurança de quem compra o carro”, ressalta o presidente da Dekra, Marco Antonio de Lucca.

Em entrevista exclusiva ao Jornal Oficina Brasil, o presidente fala sobre o sistema Checauto e seus benefícios. Confira:

Oficina Brasil: Como surgiu o sistema Checauto?
Marco Antonio: Iniciamos os nossos trabalhos com as seguradoras, pois a análise de risco é sempre importante em um processo de seguro. Percebemos que, por melhor que seja o trabalho de inspeção, vistoria e perícia, você nunca sabe o histórico desses automóveis. E como vistoriamos um número significativo de carros, começamos a registrar esses dados para construir o histórico desses veículos, porque quando compramos um carro sempre queremos saber se era de único dono, se já foi batido, se a quilometragem é original, entre outras informações. Nossa intenção, a partir daí, foi construir essa base de dados, que pode ajudar as pessoas na hora de comprar ou fazer o seguro de um veículo e saber por onde esse automóvel passou.

OB: Há quanto tempo o Checauto está no mercado?
MA: Desde 2003, operamos com o Checauto em seguradoras, consultorias e vistorias.

OB: E como funciona esse sistema?
MA: Temos contratos com empresas públicas e privadas e procuramos organizar todas as informações públicas e particulares desses veículos, para que a consulta tenha o máximo de dados possíveis.
Normalmente, quando vamos comprar um carro, queremos saber se tem multa, se já foi batido, se está alienado ou não, se não é ou se já foi roubado. Nós temos tudo isso em uma base de dados com mais de 30 milhões de veículos e disponibilizamos por intermédio de uma única chave de consulta, que pode ser a placa ou o chassi do veículo.

OB: E qual o papel do reparador no uso do sistema Checauto?
MA: Vemos a oficina como uma grande parceira, porque a consulta mecânica por si só não dá toda a garantia que o consumidor precisa. Normalmente, quem quer trocar de carro procura o mecânico de confiança, e esse profissional tem o conhecimento técnico, mas há informações que ele não vai conseguir identificar no momento da vistoria. Então, é uma assessoria mais completa dada ao cliente da oficina, aliando o conhecimento técnico que possui com o histórico do automóvel.

OB: Quais são as vantagens para o cliente final?
MA: O grande interesse de quem usa o Checauto é ter a compra de um carro mais segura. Nós entramos na parte comercial do processo. O preço do automóvel é negociado entre as partes, mas queremos que essa negociação seja a mais transparente possível. Sabemos que existem pessoas que agem de má fé e por falta de informações acontece uma compra de carros com problemas. Queremos que o processo seja o mais transparente possível entre as partes.

OB: E como o reparador pode adquirir o sistema?
MA: Fizemos uma parceria com o Jornal Oficina Brasil e o reparador interessado em ter esse sistema na oficina deve entrar no site do jornal (www.oficinabrasil.com.br) e fazer a aquisição, o pagamento e a consulta diretamente pela web.  Essa parceria vai favorecer não somente o consumidor final, mas também o reparador que quer fidelizar o cliente em seu negócio.

OB: Qual é o custo para adquirir?
MA: O custo é determinado pelo produto, que depende do módulo comprado. O preço médio é variável; fica na faixa dos R$ 25. A consulta também fica em torno de R$ 25.

OB: Quantas oficinas já possuem o Checauto?
MA: Esse projeto com as oficinas via Oficina Brasil é novo. Estamos em processo de divulgação entre as reparadoras, mas acreditamos que, em breve, teremos um número expressivo de participantes.

OB: Existe esse sistema em outros países?
MA: Utilizamos esse sistema em outros países, como nos Estados Unidos. Cada vez mais notamos que as informações, com o advento da internet, estão mais populares e são dados que precisam ser passados. No Brasil, somos o único site aberto que qualquer consumidor pode acessar e comprar a informação.Acreditamos que, no Brasil, temos um campo enorme. Hoje, temos em torno de 150 mil consultas por mês. Mas esse montante é pequeno frente ao número de veículos vendidos ou negociados diariamente.  Por isso, a importância de aliar empreendedores que têm como foco gerar mais segurança ao cidadão, e o empresário de oficinas tem esse potencial.

OB:
E quanto o cliente final pode economizar fazendo uma consulta?
MA: É a relação custo x benefício. Com o Checauto, ele vai analisar o que está comprando e isso pode influenciar na negociação do automóvel. A relação preço é o cliente quem trata com quem vende o veículo.

OB: E se o reparador se depara com uma situação de carro com irregularidades?
MA: Sugerimos sempre que o Checauto seja uma ferramenta de análise de riscos antes da aquisição do automóvel. Quando o cliente compra o carro e tira a consulta, é dado um diagnóstico com os problemas. Cada pessoa tem uma reação: alguns ficam, outros revendem, outros negociam valor. Muitas vezes, o que percebemos é que o cliente não sabe o histórico daquele carro. Não entramos, por exemplo, em instâncias policiais ou administrativas.


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