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Oficina é um bom negócio - Fernando Naccari, Paulo Handa e Paulo Munhoz

Irmãos Carminholi mostram que honestidade e trabalho duro fazem uma oficina prosperar

Nesta edição iremos, contar a história de sucesso da oficina Irmãos Carminholi que, com mais de 56 anos de tradição, revela a visão de empreendedorismo passada de pai para filho

 

Da esquerda para a direta: Clóvis Henrique Carminholi, Daniel Domingos Carminholi (Mingo) e Carlos Eduardo CarminholiNa atualidade, apenas ter uma oficina não quer dizer que você necessariamente terá um negócio de sucesso. Muitas vezes, executar um bom serviço não dá garantias que sua empresa irá prosperar. Assim, com uma visão além do seu tempo, a oficina Irmãos Carminholi se destacou no mercado de reparação por atuar com a política de relacionamento com o cliente, prezando pela atenção e respeito.

“Herdada” de pai para filho, a oficina prosperou, e hoje atua em dois segmentos do ramo automotivo com muito sucesso, a manutenção de veículos, funilaria e pintura.

Fundada em 05 de março de 1958 pelo Sr. Daniel Domingos Carminholi (FOTOS 1 e 1A), que prefere ser chamado pelo apelido que é mais conhecido, Sr. Mingo, nos fundos de um posto de gasolina, o negócio começou complicado e sem crédito dos amigos. “A oficina teve um começo muito difícil, alguns conhecidos passavam e me viam trabalhando até altas horas da noite e me falavam que não iria dar certo”, revela Sr. Mingo.

Mas o empresário, confiante de sua capacidade, não deixou pensamentos negativos passarem pela sua cabeça. Na época, o jovem funileiro de apenas 20 anos conseguiu se destacar no mercado pela qualidade dos seus serviços e pela sua simpatia.

A oficina cresceu, prosperou e o jovem ‘Mingo’ criou sua família com os frutos do seu negócio. Em 1980, o seu filho mais velho Carlos Eduardo Carminholi começou a trabalhar na oficina e, cinco anos depois, Clóvis Henrique Carminholi, seu outro irmão, também chegava a oficina para ajudá-los.

 

Carlos comentou que no início percebia a necessidade de ajudar seu pai [Mingo] a cuidar da oficina. “Eu observava ele atender cada cliente, manobrar carros, fazer orçamentos, e trabalhar sempre sozinho. Dessa forma, nos primeiros anos juntos deu tudo certo, mas com o decorrer do tempo ocorreu o que chamamos de ‘choque de gerações’. A juventude minha e do Clóvis [irmão] juntamente com o avanço tecnológico, fez com que tivéssemos o desejo também por uma oficina de reparação automotiva”.

Carlos diz que seu pai ensinou que, para construir um relacionamento sólido é necessário ganhar a confiança do seu cliente. Foi assim que o jovem reparador iniciou sua carreira e, para atingir essa meta, Carlos nos revelou o caminho.

“O cliente tem que confiar que seu patrimônio, o veículo, ficará sob sua responsabilidade. Você precisa ser idôneo e terá que passar segurança desde o primeiro contato. Mostre respeito ao cliente sempre. Mesmo que ele não tenha conhecimento algum em mecânica, procure explicar de forma clara e objetiva o que está acontecendo com seu veículo e quais são os reparos necessários a serem executados. Apresente também as consequências para a segurança do mesmo. Honestidade é a palavra-chave. A oficina demora anos para construir uma imagem de credibilidade, e uma simples mentira pode levar tudo “por água abaixo””, afirma Carlos.

São passos que parecem fáceis de serem seguidos, porém no dia-a-dia da oficina isso se torna um grande diferencial. A conquista da confiança do cliente vale muito mais a pena do que qualquer dinheiro. “Quando conseguimos atingir esse nível de relacionamento, não possuímos mais um cliente somente e sim um porta voz da oficina, recomendando nossos serviços a todos que lhe pedirem alguma referência. Assim, novos clientes são conquistados e sua rede vai aumentando”, comentou.

Outro diferencial da oficina dos Irmãos Carminholi (FOTO 2), que foge do padrão das demais, é a importância da “palavra dada”. Eles não possuem máquina de cartão de crédito e, quando algum cliente precisa fazer o parcelamento dos serviços, o bom e velho ‘pagamento fiado’ é utilizado. “O cliente dá sua palavra sobre quando irá pagar e a oficina confia. Surpreendentemente, em pleno 2014, isso dá certo!”, diz Clóvis.

De acordo com Carlos, mesmo com essa política, o índice de inadimplência é baixíssimo e em vários anos de serviço houveram apenas poucos casos em que oficina amargou prejuízo.

 Carlos completa ainda que o pagamento ‘fiado’ é utilizado há mais de 50 anos e será assim por muitos anos. “Isso é um dos nossos pilares do relacionamento entre empresa e cliente. Para nos auxiliar, há uma pessoa que trabalha conosco que, dentre suas funções, uma delas é cobrar os clientes atrasados”.

Outro ponto a ser levado em consideração, para fazer uma oficina prosperar, é sempre estar atualizado com o que acontece no mercado. Clóvis comentou que para acompanhar o ritmo dos lançamentos de novos equipamentos e novas técnicas para solucionar falhas em veículos, ele utiliza ferramentas de busca como materiais técnicos e visitas constantes ao fórum do Jornal Oficina Brasil.

Outro caminho que o reparador indica é o contato direto com “conhecidos” em concessionárias. Segundo Clóvis, ter um canal direto com chefes de oficina que trabalham em diversas redes facilita conseguir alguns detalhes de que necessita nos reparos, pois do contrário, a maioria das montadoras não disponibilizam todas as informações. “Tudo isso é conseguido no caso de camaradagem. Claro que o aprimoramento profissional conseguido através de cursos do setor são essenciais ao crescimento do reparador”.

Já no caso da aquisição de equipamentos, Clóvis disse que isso é feito de maneira mais cautelosa. “Quando ocorre uma novidade de equipamento no mercado, pensamos várias vezes se será realmente útil para a oficina e qual será sua real utilização. Evitamos ao máximo a compra por impulso, há ferramentas que serão utilizadas somente uma única fez e o investimento não será recuperado”.

 

VISÃO DE EQUIPE COM OS FUNCIONÁRIOS 

A oficina possui dois grupos de funcionários. O primeiro somente para funilaria e pintura e o segundo trabalha unicamente com a parte mecânica.

Em cada setor, os colaboradores possuem um conhecimento geral, além de possuirem uma atividade de sua especialidade. “Possuímos um reparador que é especialista em eletrônica embarcada, porém ele conhece sobre regulagem de motores e manutenção de transmissões”, explicou Clóvis.Para os Irmãos Carminholi, os funcionários são uma extensão da oficina (FOTO 3), e somente contratam pessoas comprometidas com o trabalho, que o encarem com coragem, esforço e respeito.

 

 

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