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Motos e Serviços - Lucas Paschoalin

Saiba quais foram os lançamentos nas duas principais feiras de motocicletas do mundo, EICMA e Intermot

Veja quais serão as principais novidades no mundo da motocicleta agora em 2017 e quais desses modelos vão, com toda certeza, aparecer na sua oficina

Você já está preparado para receber as novidades que estão por vir em sua oficina? Para te dar uma mão, selecionamos aqui alguns dos principais lançamentos mundiais - de baixa à média cilindrada -, e de diversas marcas, que já começaram a desembarcar no Brasil, e que podem parar dentro da sua oficina em um futuro não tão distante. 

Todos eles foram lançados entre outubro e novembro de 2016, nos dois principais salões bienais de motocicletas do mundo, o italiano EICMA (sigla para “Espazione Mondiale del Motociclismo”, ou “Salão de Motos de Milão”) e o alemão INTERMOT, que acontece na cidade de Colônia.

BMW
A alemã BMW foi uma das que mais surpreendeu, entre seus lançamentos, os dois mais esperados são a naked G 310R e a trail G 310 GS (ambas mostradas na Itália), moto que se parece muito com a cobiçadissíma e carro chefe da marca, R 1200 GS. Ambas foram desenvolvidas em parceria com a Indiana TVS, marca que também produz a Dafra Apache.

G 310R: A monocilíndrica de 313 cilindradas tem arrefecimento líquido, 34,3 cv a 9.100 rpm e 2,85 kgfm de torque a 7.500 rpm. Com quatro válvulas e comando duplo no cabeçote, tem 80 mm de diâmetro, 62,1 mm de curso e 10,6:1 de taxa de compressão. O arrefecimento é feito por líquido e a transmissão secundária através de corrente. O câmbio de seis marchas vai empurrar uma naked que ainda conta com suspensão invertida, balança traseira em alumínio, rodas de liga leve e freios Bybre (com ABS), a segunda linha da Italiana Brembo, fabricante de um dos melhores sistemas do mundo, e que já habitam as KTM Duke.

BMW G 310R
G 310 GS: Com a mesma motorização da versão naked, a trail se destaca pela postura de pilotagem mais confortável, a também suspensão invertida com mais curso e os freios Brembo. Ao invés de carregar rodas 17” como a irmã, virá com 19” na dianteira e 17” na traseira. O painel é todo digital como na outra versão. Ainda não foram divulgadas mais informações da moto.

BMWG 310 GS
HONDA
As novidades da Honda ficaram por conta das motos de maior cilindrada, como a nova Africa Twin, que já está no Brasil, e a bela CBR 1000 RR Fireblade, que estava necessitando de mudanças há alguns anos. Mas também tem novidade de média cilindrada, que são a nova CB 500 F, moto que compartilha o mesmo motor do restante da família 500 e que já haviam sido reveladas anteriormente, e a NC 750X. 

CB 500F: Sem mudanças na parte do motor, mantém os mesmos 50,4 cv a 8.500 rpm e 4,55 kgfm de torque a 7.000 rpm. Porém, o tapa no visual trouxe ângulos mais intensos à moto e uma presença mais intimidadora. O garfo dianteiro ganhou ajuste de pré-carga da mola, o manete agora regula 5 posições, o bloco óptico enxerga por LEDs e o tanque ganhou mais um litro, passando para 16,7 L.

Honda CB 500 F
NC 750X: Também passou por uma reestilização, as principais mudanças foram para o conforto do motociclista, que contará com ainda mais espaço no calço tanque, agora com 22 litros, 7 cm a mais na bolha de proteção aerodinâmica e sistema de iluminação por LEDs. A suspensão traseira ficou mais fácil de ajustar e a dianteira ganhou novos garfos que, segundo a marca, vão trazer mais suavidade. A descarga de gases está com novo design. O motor segue com 54,5 cv e 6,94 kg de torque. 

KAWASAKI
A Kawasaki deu um belo reforço no seu time anatomizado, já que boa parte das motos de maior cilindrada ganharam novas versões ou foram reformadas. Mas a que mais chamou atenção para o mercado tupiniquim foi a Versys 300, moto que chega no ano em que os modelos Versys comemoram 10 anos de existência e viria para concorrer com a BMW G 310 GS, Honda XRE 300, Suzuki V-Strom 250 (que você conhece mais para frente) e Yamaha Ténéré 250.

Versys-X 300: Foi o protótipo com menos informações reveladas em todo salão, e as informações coletadas vieram, em grande parte, a olho nu. Alta, a moto vem com suspensão convencional na dianteira e monoamortecedor na traseira. Os freios, ambos a disco, seriam com ABS, e as rodas raiadas, de 19” na dianteira e 17” na traseira. O motor será arrefecido por líquido de dois cilindros, mas não se sabe se os números serão iguais aos da Ninja e Z 300. 

Kawasaki Versys-X 300
KTM
Apesar de ter um dos designs mais bonitos, a KTM não quis esperar mais para se mexer e já atualizou toda a sua linha Duke, dando às motos de entrada a mesma cara invocada da topo de linha 1290 SuperDuke R. Além disso também revelou a versão 790, protótipo que tem motor dois cilindros e linhas de deixar Picasso desnorteado. 

Duke 125: A triste notícia é que a 200 Duke foi retirada de linha, e a partir de agora, as motos começam com a 125 e vão para a 390. Mas ambas foram completamente reestilizadas trazendo muitas novidades, como novos chassis com subframe removível, tanque com maior capacidade (13,4L) e painel LCD totalmente digital. O motor 4T ten exatas 124,7 cc, com 14,9 cv. Seu torque não foi divulgado.

Duke 390: se em time que está ganhando não se mexe, eu não sei, mas que a moto mais insana da categoria mudou muito, isso mudou. A 390 que já era impressionantemente ágil promete trazer ainda mais desempenho em sua nova configuração. O chassi ficou ainda mais estreito, mas o peso subiu 10 Kg com o novo design. O motor segue o mesmo, com 44 cv e 3,7 kgfm de torque, entregues para as rodas de liga leve com 10 raios de maneira bem direta. O tanque está com a mesma capacidade da versão menor.

KTM 390 Duke
SUZUKI
A japonesa Suzuki, que não anda lá tão bem das pernas no Brasil, tirou várias cartas da manga nos últimos salões, apresentando novas motos em todas as categorias. As mais promissoras para o mercado de entrada em nosso país seriam Burgman 400, V-Strom 250, GSX-R 125 e 250. Tirando o Scooter 400, que é uma atualização, o restante são novos projetos que, assim como muitas motos, ficam carentes de informações técnicas, já que os lançamentos individuais, feitos à imprensa, ainda estão sendo planejados.

V-Strom 250: Primeira trail de baixa cilindrada da Suzuki, a novidade chega com o mesmo motor da conhecida Inazuma, a city/naked de dois cilindros arrefecidos por líquido, 25 cv e 2,38 kgfm de torque. Possui duplo comando nas válvulas e apenas passou por reajustes para render melhor em baixas velocidades. A suspensão é convencional na frente e monoamortecida atrás, montadas em rodas de liga leve de 17”. O tanque é de 15 litros, e a moto pesa 178 kg, já com sistema ABS em ambas as pinças. 

Suzuki VStorm
YAMAHA
A principal novidade da Yamaha é a nova R6, esportiva que nunca chegou ao Brasil oficialmente, mas que deixou o mundo com as mãos coçando para dar uma boa acelerada. Agora, ela adota a mesma cara que a versão de mil cilindradas, e vem com uma eletrônica de primeiro mundo. Além dela o protótipo T7, para competições de rali, também roubou a cena, junto do novo scooter T-MAX.

Yamaha TMax
T-MAX: Com mais de 230 mil unidades vendidas em seus 15 anos de mercado, o principal scooter da marca ficou ainda mais elegante, sem perder seus traços de esportividade. A motoneta também ganhou mais versões, chamadas de SX e DX, que adotam artigos mais luxuosos para quem gosta de pegar estrada.O motor permanece o mesmo 530 cc de dois cilindros arrefecido por líquido, mas ganhou novo sistema de escape, para atender às normas dos índices de poluição EURO 4. A Yamaha instalou pela primeira vez em um scooter da marca o sistema de acelerador eletrônico, que está acompanhado de um controle de tração, que pode ser desativado caso seja a preferência do condutor. 

 

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