Lançamentos - Vinicius Montoia

Nissan Frontier 2016 permanece com mesmo motor 2.5 de 190 cv

Contudo, ganhou câmbio automático de cinco marchas para a versão intermediária, mas está disponível somente na unidade com tração 4x4. Modelo não apresentou mudanças visuais

Na parte externa a picape permaneceu com o mesmo estilo

A linha 2016 da picape da Nissan apresentou pequenas mudanças e permaneceu com o mesmo motor 2.5 de 190 cv. O câmbio automático de cinco marchas agora passa a estar presente também na versão intermediária, SV Attack 4x4, que parte de R$ 114.790 e foi justamente esta que avaliamos.

Na traseira não houve mudanças / Rodas de liga leve 16

A Frontier, segundo balanço do acumulado do ano de 2015 realizado pela Fenabrave (Federação Nacional da Distribuição de Veículos Automotores), é a sexta picape mais vendida do mercado, com 3.274 unidades emplacadas nos últimos 12 meses. Já passou da hora de a Nissan trazer a nova Frontier para o Brasil e os números evidenciam isto. Apesar disto, a picape agrada mais pelo conforto da suspensão e menor chacoalhar da cabine do que a S10, por exemplo, que você conferiu na edição passada.

O câmbio automático na versão intermediária é a melhor novidade deste modelo 2016. Seu comportamento é razoável. Na cidade as trocas são sentidas pelo motorista e passageiros, mas nada que tire o sossego. E na estrada a função overdrive da quinta engrenagem permite que a rotação do motor diesel permanece em giros ideais para que não seja necessário aumentar o volume do rádio.

O motor 2.5 turbodiesel de 190 cv agrada bastante e não deixa a desejar. O único quesito que deixou a desejar foi o consumo, pois a picape percorreu apenas 6 quilômetros com 1 litro de diesel na cidade e seu consumo médio em estrada foi de apenas 8 km/l.

Visual já está ultrapassado

Na cabine não houve mudanças, exceto pelo novo sistema multimídia de 6,2 polegadas, que passa a ler DVD, GPS, entrada USB, câmera de ré e tem conexão bluetooth. Para ser honesto, a picape ainda tem um estilo de veículo dos anos 1990: muito plástico cinza, acabamento conservador e poucos recursos de comodidade, como porta-objetos, e extremamente discreto.

Lanternas escurecidas na versão Attack

O espaço interno é bom, mas a caçamba suporta apenas 1012 litros e 1005 kg de capacidade de carga, o que a deixa distante da líder do segmento, a S10, que tem 1061 litros de espaço e 1039 kg de capacidade de carga com motor 2.8 turbodiesel de 200 cv. Com isso já dá para perceber que a Frontier perde tanto na relação peso/potência (10,8 kg/cv) quanto na peso/torque (45,1 kg/kgfm) para a S10 (10,3 kg/cv e 40,4 kg/kgfm).

Entre os itens de série do modelo estão computador de bordo, rodas de liga leve aro 16”, direção hidráulica com ajuste de altura do volante, airbag duplo, freios com ABS e EBD (Distribuição Eletrônica de Frenagem), ar-condicionado, travas e retrovisores elétricos, alarme, pneus mistos, faróis de neblina, estribos laterais e rack de teto. Na versão intermediária SL não há bancos revestidos em couro.

Painel é de fácil leitura, mas antiquado / Central multimídia tem GPS e conexão bluetooth / Transmissão de cinco marchas só está disponível nas versões SL e SV com tração 4x4

Um serviço oferecido pela Nissan que pode não agradar os reparadores independentes é o “Compromisso Nissan Frontier”, um pacote que inclui as revisões periódicas com valores da mão de obra inclusa; três anos de garantia e dois anos do serviço de assistência 24 horas Nissan Way Assistance (que inclui direito a serviços em caso de pane, colisão, furto, pneu furado e conserto no local ou reboque). Com o programa o custo de manutenção até os 60 mil quilômetros somará R$ 4.584. E esse pacote está disponível também para outros modelos da marca: March, Versa, Sentra e Altima. A Nissan afirma que vem trabalhando constantemente na competitividade dos preços de peças de desgaste, itens de funilaria com maior probabilidade de avaria em colisões e peças como amortecedores, pastilhas de freio, molas de suspensão, palhetas, faróis, lanternas, para-choques, entre outros.

 

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