Loja do Mecânico 960x90


Lançamentos - Vinícius Montoia

JAC T5 CVT chega para ser o primeiro modelo da marca chinesa com câmbio automático

Com a mesma motorização do T5 manual, a nova transmissão vai agradar a alguns consumidores pelo baixo consumo e desagradar outros pelo desempenho

Com a mesma motorização do T5 manual, a nova transmissão vai agradar a alguns consumidores pelo baixo consumo e desagradar outros pelo desempenho
Cumprindo o que prometeu no começo do ano passado, a JAC lançou a versão com câmbio automático CVT do seu SUV compacto, o T5, ainda em 2016. O carro, lançado em novembro passado, integra o portfólio de SUVs da marca, que conta também com os T5 e T6 com câmbio manual. O modelo com transmissão automática chega porque, segunda a marca, o câmbio automático pode corresponder a mais de 75% das vendas de um modelo nessa categoria. “Para realizar esse lançamento, conseguimos posicionar o T5 CVT em uma faixa de preços em que competem apenas concorrentes de entrada e com câmbio manual. Numa comparação direta com um dos principais players do segmento, o T5 é mais equipado e custa R$ 20 mil a menos! Temos grandes expectativas de vendas com esse carro”, aposta Sergio Habib, presidente da JAC Motors.

Depois de mais de 600 mil quilômetros percorridos e alguns meses de ajustes técnicos para o solo brasileiro, o T5 CVT chega com preço inicial de R$ 69.990 e é equipado com o 1.5 VVT (variador de fase no comando de admissão) JetFlex de 127 cv a 6.000 rpm e 15,7 kgfm de torque a 4.000 rpm, quando abastecido com etanol. Na nossa unidade avaliada deu para perceber que o câmbio CVT prioriza a economia de combustível, deixando as rotações baixas ao transitar em ciclo urbano. Isso significa que, sem pisar fundo, o carro deixa um pouco a desejar. As “trocas” são feitas a até 2.500 rpm e o consumo fica na casa dos 7,1 km/l com etanol.

Ao se colocar no modo “S” (sport) a rotação, com a mesma carga no acelerador, passa de 2.500 para 3.000. Ou seja, mesmo assim as respostas do T5 não são tão animadoras. Segundo a JAC houve uma calibração da TCU (Transmission Control Unit, ou Unidade de Controle da Transmissão), visando maior agilidade de resposta aos comandos do acelerador. Na prática, em nosso teste, isso não ficou evidente.

A caixa foi desenvolvida pela Punch Power Train, da Bélgica e além dos modos “D” e “S”, há também a opção sequencial (manual), no qual o condutor pode escolher a melhor hora de “mudar” as marchas, lembrando que é uma transmissão CVT e que, por isso, não tem engrenagens. A caixa oferece seis marchas virtuais, que podem ser comandadas por uma pequena alavanca no console central e não há aletas atrás do volante para essa tarefa.

O câmbio da Punch, segundo a JAC, também possui a função WIN, que permite melhor rendimento nas arrancadas em pisos escorregadios, como lama, por exemplo, à medida que bloqueia o câmbio numa relação mais longa para evitar que as rodas patinem.

Banco dianteiro é bastante confortável
Espaço traseiro é amplo
Mas é nos momentos de usar a ré que o T5 mais decepciona. Na unidade avaliada deu para perceber que a Transmissão CVT, ao engatar a ré até mesmo em subidas pouco inclinadas, se comportava como um câmbio automatizado: demora para entender o que está acontecendo e, quando isso acontece, oferece muita força, fazendo com que o motorista tenha que controlar o veículo com o pé esquerdo no freio.

Instrumentos no painel têm números pequenos


Porta-malas do T5 tem 600 litros
Nova manopla tem a opção de trocas sequenciais

Contudo, junto com a transmissão automática, o T5 também ganhou o controlador de velocidade, famoso piloto automático. Essa função é acionada por teclas no volante e mantém a velocidade constante. Ele também já vem equipado com ar-condicionado digital e automático; vidros elétricos nas quatro portas, travamento central e retrovisores elétricos; alarme; sistema de monitoramento de pressão dos pneus (TPMS); banco traseiro com Isofix; sensor de estacionamento e câmera de ré; direção elétrica; faróis de neblina dianteiros e traseiros; faróis com regulagem elétrica de altura; computador de bordo; banco do motorista com ajuste de altura; freios a disco nas quatro rodas, que são de liga-leve de 16 polegadas. Com tudo isso, e apesar de o câmbio automático ainda precisar de alguns ajustes, o T5 continua sendo o melhor veículo chinês oferecido no Brasil.

comentários
Avaliar:

Comentários