Editorial - Marcelo Gabriel

Um mercado feito de heróis anônimos, que vencem os vilões todos os dias

Para o alto, avante! Ao infinito e além!

Quase todo personagem infantil que se preza tem um bordão. O do Super Homem era “para o alto e avante”; o do Buzz Lightyear (de Toy Story) era “ao infinito, e além”. Todos recheados de bravura, ufanismo e disposição.

Mas, na vida real, nossos heróis anônimos que abrem suas empresas cedo e fecham ao final de um longo dia de trabalho, que não dispõem de superpoderes mas contam apenas com o espírito empreendedor, a vontade de vencer, o comprometimento com o trabalho bem feito e a constante satisfação do cliente (pois cliente satisfeito volta, sempre volta, e, de quebra, ainda fala bem da empresa e faz propaganda “boca a boca”) também precisam de seus bordões, que servem como faróis a iluminar os momentos de escuridão que a leitura dos jornais e revistas, os programas de rádio e televisão trazem sobre a realidade brasileira.

Todos os dados recentes da economia são desanimadores quando analisados de forma geral, mas como vimos afirmando, há meses, todo este movimento que empobrece o consumidor e faz com que o nível de consumo retorne ao que tínhamos em 2010 é benéfico para o mercado de reposição, que tem nas oficinas cheias o melhor termômetro sobre como anda a crise.

Basta lembrar que todo o artificialismo de crédito (redução do IPI na linha branca e automóveis, farta concessão de crédito para aquisição de bens, etc) foi a política anticíclica do governo federal iniciada em 2010. Assim dizer que voltamos ao patamar de 2010 é afirmar que estamos mais perto da vida real do que da vida artificial inflada pelo governo.

A venda de veículos novos está em queda livre, mas a venda de veículos premium cresceu. O que reforça a tese de que havia um inchaço artificialmente criado pelo governo. A revenda de usados cresceu em 2015, na contramão da queda de venda dos novos. E mesmo com uma provável redução nesses negócios, que já se vislumbra nos primeiros dois meses de 2016, o cenário ainda continua favorável para as oficinas. Se o dono do carro não compra nem troca, a solução é a manutenção.

A CINAU – Central de Inteligência Automotiva, unidade do Grupo Oficina Brasil dedicada à pesquisa, estatística e inteligência de mercado, trabalha constantemente na construção de modelos preditivos sobre o futuro do mercado com base em dados e fatos coletados nas fontes oficiais, e o cenário é promissor. A despeito dos indicadores catastróficos com que somos bombardeados.

Mas só será promissor para quem estiver preparado para enfrentar a realidade, e esta preparação passa pela constante capacitação e atualização técnica e tecnológica, como a do Programa Rota do Reparador, iniciado em 2015 no estado de São Paulo, que retorna em 2016 expandindo sua atuação para diversas cidades do Brasil, levando palestras das empresas líderes em seus segmentos para os reparadores independentes. Fique de olho na programação e não deixe de participar.

Concluindo. Desde que me dou por gente este foi o primeiro ano em que não ouvi ninguém dizer que o ano só iria começar depois do Carnaval. Um sinal claro e inequívoco de que o Brasil que trabalha, que acorda cedo, que empreende de verdade, não está mais ligado ao país do sambinha, do futebol e do Carnaval, mas está de olho no mercado.

O sambinha, o futebol e o Carnaval são marcas registradas que nos fazem ser brasileiros autênticos, mas nada melhor do que trabalhar de forma séria, honesta e dedicada. 

Para o alto, avante! Ao infinito e além!

 

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