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Editorial - da redação

Dezembro é o oficial, mas Abril foi o mês da reparação

À primeira vista parece um contrassenso, mas a verdade é que nunca o mercado de reparação esteve em tanta evidência quanto no mês de abril de 2016, acompanhe esta cronologia.

Em 07 de abril o nosso setor foi destaque no caderno Mercado do jornal Folha de São Paulo com a seguinte chamada: “Oficinas mecânicas ganham espaço com tombo de venda de carros novos”. Nesta matéria os dados da ANFAVEA sobre o primeiro trimestre de 2016, que apontaram queda de 27,8% em relação ao mesmo período de 2015, foram comparados com os dados da CINAU – Central de Inteligência Automotiva, unidade do Grupo Oficina Brasil dedicada à pesquisa e inteligência de mercado, sobre o movimento das oficinas por meio do IGD – Indicadores de Geração de Demanada – que apontou um crescimento de 26,3% no número de passagens nas grandes oficinas do Estado de São Paulo nos primeiros dois meses de 2016, comparados com o mesmo período de 2015.

Estes mesmos dados foram objeto de uma matéria veiculada no jornal Bom Dia Brasil da Rede Globo de Televisão no dia 14 de abril. Desta vez com depoimento de dono de oficina, reparador, dono de varejo de peças e dono de carro, comprovando na prática o que mensuramos de forma empírica.

E finalmente, no dia 29 de abril, o jornal Valor Econômico trouxe uma edição especial sobre Micro e Pequenas Empresas com foco nas oficinas mecânicas e novamente os números comparativos foram apresentados, além de vários depoimentos de donos de oficinas, mostrando que oficina é um bom negócio e que em momentos de crise como o que estamos vivendo, é de fato um porto seguro.

Já se vão alguns meses em que enaltecemos o papel do mercado de reposição em tempos de crise, sempre com evidências objetivas e comparando nosso mercado brasileiro aos mercados internacionais, buscando trazer subsídios para uma discussão madura e saudável sobre nossas oportunidades e ameaças para criar um mercado de reposição robusto, profissionalizado e pronto a encarar os desafios que se colocam à nossa frente: (1) aumento do estoque reparável de veículos (aquela grande fatia da frota circulante que não está mais no período de garantia das montadoras), (2) envelhecimento da frota com impacto imediato no valor do faturamento das oficinas, pois carros com mais uso demandam mais peças e mais serviços e (3) tecnologia embarcada que requer mais e mais conhecimento técnico dos reparadores para manter os veículos dos clientes em operação por mais tempo (resultado da menor venda de novos e do envelhecimento da frota).

O cenário está dado: a demanda por serviços cresceu e a tendência é de alta, ou seja, vamos viver anos excepcionais no mercado de reposição. Projeções da ANFAVEA (não definitivas, diga-se de passagem) apontam para a retomada dos níveis pré-crise apenas em 2021, enquanto o estoque reparável de veículos vai crescer e com mais carros em uso, por mais tempo.

E como as oficinas devem se preparar para este momento tão positivo, que veio para ficar por um bom tempo? A resposta está na produtividade e envolve melhorar a capacidade técnica dos profissionais que trabalham na oficina, mapear e melhorar os processos de trabalho, desenvolver e aprimorar seus conhecimentos de administração (além de técnico competente é preciso ser um empresário competente também), capacitar a equipe (e você mesmo) participando de cursos, palestras, visitando feiras, etc, e criar um sistema de relacionamento com o cliente que permita conhecer e antecipar as necessidades de manutenção, garantindo um fluxo constante de trabalho na oficina e organizando melhor os tempos de atendimento, para não gerar ociosidade nem perda de serviço por falta de horários.

Só temos boas perspectivas adiante, mas lamentavelmente nem todos vão desfrutar deste sucesso, só os mais bem preparados. Quer se destacar e aproveitar o bom mercado, prepare-se e seja o melhor de todos. Você só tem a ganhar.

Marcelo Gabriel

Diretor

 

 

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