Oficina Brasil


Como você vai se lembrar de 2015: com boas ou más recordações?

Que tal começar 2016 com um novo posicionamento?

Por Marcelo Gabriel

Esta é a última edição do Jornal Oficina Brasil de 2015 e como fazemos regularmente, utilizamos este momento para refletir sobre o que aprendemos neste ano tão atípico e tão interessante.

Foi um ano atípico porque no âmbito macroeconômico vivenciamos uma ressaca conceitual que colocou em evidencia todos os equívocos cometidos ao longo dos últimos anos e que culminaram com o arrefecimento da produção industrial, aumento dos juros e da inflação, desvalorização cambial e o mais temido de todos os males: o aumento do desemprego.

Ao longo das edições de 2015 buscamos sempre mostrar e enaltecer as oportunidades que se avizinhavam para o mercado de reposição em geral e para a reparação independente em particular.

Vivemos um momento único em que a massa de carros em circulação nas ruas do país é a maior de todos os tempos e a conjunção fatal, ou a tempestade perfeita que o ex-ministro e professor Delfim Netto falou tanto em 2014, de queda na produção + juros elevados + inflação + depreciação do real + desemprego levou a uma mudança de hábito dos donos de carro e o grande beneficiado com isso foi o mercado de reparação.

Porém alguns podem afirmar: “Ah, na minha oficina não mudou nada, continuo fazendo as mesmas coisas.”. Que ótimo! No momento em que os analistas projetam uma queda de 4% do PIB brasileiro para 2015 continuar com os mesmos números de 2014 é uma vitória e tanto.

Os dados da CINAU – Central de Inteligência Automotiva indicam que as grandes oficinas do Estado de São Paulo apresentam no acumulado de janeiro a outubro de 2015, um movimento 6,9% maior em relação ao ano anterior, e no acumulado de serviços este número chega a 8,3%. Somemos ainda os dados da FECOMÉRCIO sobre o faturamento na venda de peças que cresceu 15,8% no período.

E ainda tem mais pela frente: por conta das vendas de carros entre 2009 e 2013, o estoque reparável de veículos (ERV), ou seja, a massa de veículos em circulação e à disposição do mercado deve garantir esta bonança pelos próximos 3 a 4 anos, no mínimo. Temos uma teoria aqui na CINAU de que se o Brasil virasse Cuba (em que não há indústria automotiva e a importação de carros é restrita e complexa), o mercado de reparação sobreviveria por muitos anos e em boa forma.

Então o que fazer se sua oficina ou empresa não está sequer repetindo os resultados de 2014? Onde está o nó que impede você aproveitar este momento tão especial? Como se preparar para colher os frutos que virão nos próximos anos com a massa de carros que vai precisar de reparos e manutenção?

Não há receita pronta nem fórmula simples, mas uma série de mudanças de atitude que vão permitir a você e a sua empresa encontrar um novo posicionamento no mercado. Para os profissionais de Marketing, posicionamento é a forma como uma empresa é percebida pelos clientes, e a construção do posicionamento deve ser feita de forma pensada e consciente.

Como você acha que é percebido pelos seus clientes? Como um consultor técnico automotivo que zela pelo conforto e segurança do cliente ou como aquele local em que o cliente vai de má vontade e já esperando uma má noticia que sempre vem na forma de um orçamento caro?

Comece seu planejamento para 2016 agora! Comece a pensar como você é percebido pelos seus clientes. Aliás, quem é seu cliente? Você mantém um registro de todos eles? Você sabe quando foi a última vez que passaram por sua oficina e qual serviço fizeram? Você quais serviços foram oferecidos e não executados? Você sabe os hábitos de condução deles?

Que tal começar 2016 com um novo posicionamento? Ao invés de ser a oficina que resolve problemas passar a ser a oficina que evita problemas? Pense nisso e faça de 2016 o melhor ano da sua vida.

Boa leitura

Marcelo Gabriel
Diretor

 

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