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Dicas e técnicas para soldar com estanho

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Abordaremos nesta matéria alguns detalhes sobre como utilizar o estanho, mais conhecido em nossa área como solda aplicada em  placas eletrônicas. Iremos descrever a seguir algumas técnicas que usamos para que seja feita uma soldagem com excelente acabamento e resistência.

Tendências mundiais
Existe uma diretriz de julho de 2006 que proíbe o uso de chumbo, que é a chamada ‘lead free’.
Televisores, notebooks, entre vários outros produtos já estão enquadrados nestes padrões de lead free.
Existem estudos de novas ligas com cobre, estanho, prata entre outros, para se adequar as necessidades atuais.
O chumbo se funde a aproximadamente 320ºC já o estanho a 230ºC, porém com uma liga na proporção de 63% de estanho e 37% de chumbo a temperatura cai para 182ºC.

Lembre-se: Cuidado ao respirar os vapores da solda durante muito tempo. É recomendável o uso de exaustores, semelhantes aos utilizados nas linhas de montagem das fábricas de eletroeletrônicos.



Equipamentos para obter uma solda de boa qualidade
- Para limpeza da ponteira usamos escova de fios de latão encontradas em bazares (para desfiar lã), ou lojas de artigos de couro (p/camurça).
- Utilizamos aqui em nossa empresa soldas de boas qualidade, nas medidas 0,5 e 0,8 mm.
- Os soldadores possuem potência entre 40 a 60 Watts .
- Estação de retrabalho (ar quente).
- Utilizamos aqui lupa de pala para cabeça que é um excelente auxiliar para soldas. Elas aumentam entre três a cinco vezes o local onde podemos visualizar pequenas trincas ou uma solda fria por exemplo.
- Pistolas ‘dessoldadora’. Elas auxiliam muito para a retirada de componentes (ela derrete e suga ao mesmo tempo) os detritos difíceis de se retirar. Poderá ser usado também aquelas pistolas de ar quente de mais ou menos 500 Watts de potência.
Existem também sugadores manuais mais baratos pra serem utilizados em empresas que não tenham um volume muito grande de reparos

Macetes para uma boa soldagem
Um dos segredos é o preparo do local a se soldar, limpar, raspar usando álcool, benzina, fluxo para solda ou pasta, etc. As superfícies que serão soldadas devem estar isentas de gordura ou de sujeira.
A boa solda ficará lisa e brilhante, enquanto que uma ruim ficará quebradiça e opaca.
Se a solda estiver um pouco opaca e com aparência ruim e sem brilho, essa é a chamada ‘solda fria’.
Se você exagerou na quantidade, use malhas de fios que existe nas lojas próprias para retirar este excesso.
Para a boa adesão da solda, tanto o metal de adição quanto os metais que serão unidos, devem estar na temperatura adequada, portanto não adianta só despejar a solda em cima do lugar que necessita ser unido, mas a superfície a ser soldada também tem de estar bem quente. Portanto a melhor técnica é esquentar o fio até a solda derreter sobre ele!
Se você puder estanhar antes os dois locais a serem soldados também fica bem mais fácil.
Para soldar componentes que aqueçam muito, usa-se um pouco de solda com prata, misturada a solda comum. Exemplo: Reparos em alternadores.
Se você ao soldar com ar quente um componente sobre a placa eletrônica e formou uma bolha, cuidado! A temperatura está muito alta.
Caso o ferro de solda estiver grudando no local e a temperatura for baixa, o local poderá ser muito grande e está esfriando o soldador.
É possível soldar cobre, latão, metais amarelos, aço inox, ferro e até alumínio. Para soldar alumínio, existe estas gotas mágicas, que com certa paciência se consegue criar uma liga no local.
A velocidade ao se soldar é essencial, principalmente ao se usar em capacitores em geral (esquente e esfrie rapidamente o local).
O Fluxo líquido auxilia na solda de CI, com pernas muito juntas, existem os amarelos e os incolores.
O uso de pinças de bico torto auxiliam muito no manuseio de um CI.
Locais onde as trilhas estão escuras, o segredo é raspar. Deixe o local brilhante e solde imediatamente,  pois o oxigênio do ar escurece rapidamente o local contaminado.
Os fios de aço são excelentes para limpar os furos das placas ao ‘dessoldar’ uma ‘DIP’, pois não pegam solda. 



Atenção

Se você utilizou pasta para soldar, cuidado! Limpe bem após a soldagem, porque ela é condutiva e causa corrosão no local aplicado com o passar do tempo.
Conforme podemos ver pela figura 3, a temperatura em que essa mistura (ou ‘liga’) se funde, depende da proporção em que os dois metais são misturados.

A proporção próxima de 60 partes de estanho para 40 de chumbo é a mais usada, porque ela permite obter uma mistura conhecida como ‘eutética’.
Isso significa que com essa proporção, a liga passa praticamente do estado sólido para o líquido sem encontrar o estado intermediário (pastoso), que não é muito conveniente. Além disso é nesse ponto da sua característica de temperatura que ela apresenta o menor ponto de fusão.

Para facilitar os trabalhos de soldagem, essa solda é fornecida basicamente em fios que contêm em seu interior uma resina do tipo ‘breu’, que ajuda na aderência da solda. Rolos, cartelinhas e até mesmo ‘tubinhos’ podem ser adquiridos contendo essa solda.

Finalidades da solda
Existe uma função importante da solda que é observada em alguns casos. Há componentes que se aquecem e o calor que desenvolvem precisa ser dissipado rapidamente para que não queimem. Pois bem, esses componentes podem usar a solda para transferir o calor gerado em seu interior (e que passa pelos seus terminais), para uma região ‘cobreada’ da placa, que funciona como um radiador. Uma solda mau feita pode prejudicar não só o funcionamento elétrico do componente, como o seu próprio arrefecimento.



A solda tem varias funções em qualquer aparelho eletrônico: ao mesmo tempo que ela segura firmemente em posição de funcionamento (pelos terminais) principalmente os componentes pequenos, ela proporciona a conexão elétrica desses componentes com o restante do circuito. Isso significa que a função da solda é tanto elétrico-condutora, como mecânica.
Os componentes pequenos tais como resistores, capacitores e diodos aproveitam as duas funções da solda, já que ela deve sustentar o peso da peça e proporcionar o caminho para a corrente que circula por ela ao mesmo tempo.

No caso de transformadores e outros componentes pesados, a solda tem função primordialmente elétrica, pois ela apenas proporciona o caminho para a corrente desses componentes através de seus terminais. A função mecânica, neste caso é apenas a de prender os terminais e não os componentes.
Na próxima edição mostraremos um exemplo prático de ‘dessoldagem’ e soldagem de um processador e quais equipamentos utilizados na sequência deste reparo.

 

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