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Sat11222014

Última atualização08:44:11 PM GMT

Reprovou na Inspeção, e agora?

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Já deve ser de nossa rotina a chegada de clientes em nossas oficinas reclamando que foi reprovado na Inspeção Veicular Ambiental. Muitas vezes a solução é simples, o que nos é difícil é interpretar o motivo da reprovação.

 

Primeiramente, devemos saber que a Inspeção é dividida em três partes: A Pré-Inspeção Visual, a Inspeção Visual e a Medição de Gases.

Já deve ser de nossa rotina a chegada de clientes em nossas oficinas reclamando que foi reprovado na Inspeção Veicular Ambiental. Muitas vezes a solução é simples, o que nos é difícil é interpretar o motivo da reprovação.

Primeiramente, devemos saber que a Inspeção é dividida em três partes: A Pré-Inspeção Visual, a Inspeção Visual e a Medição de Gases.

 

Pré - Inspeção Visual

Na Pré - Inspeção Visual, as reprovações mais comuns são de veículos que não seguram marcha - lenta, que não dá partida na linha, que apresentem vazamentos de fluídos diversos e ainda entradas de ar falsas nos sistema de escapamento.

 

Marcha – lenta Irregular

Nos casos de marcha – lenta irregular, muitas vezes o veículo simplesmente não se mantém entre 600rpm e 1200rpm, e algumas vezes, mesmo dentro dessa faixa, oscila mais do que 300rpm para mais ou para menos. Assim, aconselhamos a verificar o sistema de alimentação do veículo. Vela, cabo de vela, limpeza do sistema, possível presença de combustível adulterado, sensor de rotação com funcionamento irregular, são os itens que devem ser verificados. Verifique também no painel do veículo a presença da luz indicadora de avaria (lâmpada LIM acesa).

Caso o veículo seja carburado, faça a limpeza do carburador e a substituição e/ou regulagem dos giclês de acordo com o especificado pelo fabricante do veículo.

 

Veículo não dá partida

Caso o veículo apresenta problemas para dar partida, confira o sistema de carga e partida (bateria, alternador e motor de partida). Possíveis falhas em alarmes e do sistema imobilizador de veículos que possuam chaves com transponder, também são causas comuns para a falha reclamada.

 

Vazamento de Fluídos

Este é um tipo de emissão poluidora que não pode ser mensurada. Devemos sempre nos lembrar que uma gota de óleo lubrificante contamina, pelo menos, 100 litros de água (Segundo IQA – Instituto de Qualidade Automotiva). Resíduos de líquidos de arrefecimento, fluido de freio, óleo de câmbio, graxas e outros, também causam contaminação semelhante, portanto, não devem existir. Deverão ser analisadas as possíveis causas para o vazamento até mesmo para não causar danos ao veículo e prejuízo à segurança do condutor.

 

Entrada de ar “falsa”

É critério de rejeição, pois, no processo posterior de “medição de gases” há a medição de fator de diluição. Este é medido para corrigir os valores medidos de CO (monóxido de carbono) e HC (hidrocarbonetos). Este fator deverá ser medido igual ou inferior a 2,5. Quando há entrada de ar falsa no sistema de escape (geralmente causados por deterioração excessiva do sistema), por arrasto, o ar atmosférico acaba sendo “puxado” para dentro do escapamento e assim, diluindo os gases emitidos e mascarando a amostra. O Fator de Diluição dos gases de escapamento é a porcentagem volumétrica de diluição da amostra de gases de escapamento devida à entrada de ar no sistema, dada pela expressão:

Fdiluição = 15/(CO + CO2)medidos – para veículos movidos a etanol ou gasolina.

Fdiluição = 12/(CO + CO2)medidos – para veículos movidos a GNV

 

Inspeção Visual

Nesta etapa, são avaliados o estado aparente dos componentes do sistema de controle de emissão de emissão do veículo, quando existentes de acordo com seu modelo/ano de fabricação.

Sistema PCV (Ventilação Positiva do Cárter)

Esta válvula é responsável por levar para a queima na admissão, os gases gerados pela temperatura elevada do óleo no cárter.

Isso faz com que o veículo elimine esses gases sem mandá-los diretamente para a atmosfera. O mais comum nos casos de reprovação é observarmos uma mangueira cortada e virada para o chão bastante úmida e, as vezes, pingando óleo.

Válvula PCV

Válvula EGR (Recirculação de Gases de Escape)

Esta válvula é responsável por levar à admissão parte dos gases de escape para uma nova queima. Em nossas oficinas veremos, principalmente, a ausência destas válvulas ou suas mangueiras desconectadas e/ou ausentes. Esta situação faz com que sejam liberados na atmosfera gases sem nenhum pré-tratamento, antes mesmo que esse passe pelo catalisador.

Válvula EGR


Catalisador

Devemos sempre nos lembrar que o catalisador é responsável por minimizar a emissão de gases gerados pela queima.

Embora os sistemas atuais gerenciados eletronicamente tentem aproximar ao máximo a mistura ar – combustível à estequiométrica (condio em que ocorreria a combustão chamada “perfeita” ou sem resíduos), isso na realidade não acontece. Os catalisadores são responsáveis por reduzir as emissões de CO (monóxido de carbono), HC (Hidrocarbonetos) e NOx (Oxido de Nitrogenio). Esses gases reagem com os componentes da cerâmica, transformando estes gases em H2O e CO2.

Os catalisadores que possam estar impregnados com fuligem ou resíduo de óleo podem perder sua total funcionalidade e apenas sua troca é recomendada.

 

Sonda Lambda

A sonda lambda é responsável por realizar a leitura da quantidade de oxigênio nos gases de escape. Isso permite a detecção de que a mistura está rica ou pobre. Com essa leitura, a sonda envia sua leitura a UCE e esta controla a quantidade de combustível para a condição adequada.

A falha ou ausência deste não permite essa detecção. Com isso o veículo pode apresentar desempenho irregular e consumo de combustível elevado.

 

Lâmpada LIM

A presença desta acesa já é um critério de rejeição.

Caso ocorra uma rejeição devido a presença desta acesa, utilize o Scanner para a detecção da falha. Atente-se, pois, em algumas montadoras como a VW, por exemplo, a presença de alguma lâmpada queimada poderá fazer com que a lâmpada LIM acenda. Assim, não necessariamente o veículo possa apresentar qualquer outra falha.

 

Medição de gases

Reprovação por HC e CO.

A reprovação por CO indica que a combustão está incompleta, geralmente apresentando falta oxigênio na mistura (mistura rica). Uma medição muito elevada de CO pode indicar carbonização do motor e problemas com a sonda lambda e catalisador, apresentando ainda um elevado consumo de combustível. Devemos verificar se o ponto de ignição está muito avançado. Em caso de carburados, verifique se o giclê está fora do especificado, se há baixa compressão dos cilindros, se os bicos injetores estão gotejando e se o motor não está atingindo temperatura de trabalho, indicando provavelmente alguma falha nos sensores de temperatura e acionamento antecipado ou constante do eletroventilador.

As causas da reprovação por HC são provenientes de uma queima não ideal através de uma mistura muito rica ou muito pobre, pode também estar apresentando compressão muito baixa no motor. Confira também o ângulo de cruzamento de válvulas se não está muito alto.

Verifique se há falhas na ignição ou até mesmo um consumo excessivo de óleo do Carter. Este ultimo pode ser verificado muitas vezes visualmente através da presença de fumaça azulada no escape.