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Thu11202014

Última atualização07:34:06 PM GMT

Parte 1 - Kasinski Comet: uma bela máquina

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A Brubicar desenvolveu um treinamento na linha de injeção eletrônica de motocicletas, que abrange vários modelos e marcas, para quem já possui algum conhecimento. Nele, é abordado também tópicos como ABS, imobilizador e como se efetuar análise de mistura.

Assim, nesta edição passaremos algumas curiosidades da Kasinski Comet, que diga-se por passagem é uma bela máquina.

O sistema utilizado pela Comet 250 ou 600 cc é digital e com tecnologia avançada, contando com dois modos de autodiagnóstigo.

O modo usuário é habilitado ao se ligar o contato em L15, quando a luz “A” se acenderá por cerca de 3 segundos, tempo que estará fazendo o check-up, e apagando em seguida. Esse período é suficiente para que todos os componentes da injeção eletrônica sejam verificados.

Se for detectada alguma anomalia, a luz do FI permanecerá acesa e aparecerão no display os códigos de defeitos.

Se o painel LCD não receber comunicação do MCE no período de 3 segundos, aparecerá a sigla cHE. Se isso ocorrer, verificar o chicote de comunicação e os terminais do MCE e do painel.

Para acessar o modo revendedor, execute um jump no conector de diagnose. Os códigos aparecerão em forma numérica.

Sensor de rotação/bobina de indução
Tem a função de identificar o giro o motor e o PMS dos cilindros.

Seu sinal, também chamado de sinal-referência, é fundamental para o funcionamento do motor. Se não houver sinal no momento da partida, o motor não funciona, e se não for recebido pelo MCE durante o funcionamento do motor, haverá a interrupção de seu funcionamento imediatamente.

Sensor de borboleta (TPS)
Tem a função de informar ao MCE a posição angular da borboleta. 

Mesmo existindo duas borboletas, há apenas um sensor responsável pela informação.

Sensor de temperatura do motor (EOT / CTS / ECT / ET)

Responsável pela informação da temperatura do motor é fundamental para os cálculos de injeção e ignição do sistema.
Poderá ser verificado fora do motor, conforme a tabela da figura 1.     

Sensor de pressão de ar de admissão (IAPS)
Responsável pelo sinal referente à pressão atmosférica local e o vácuo gerado pelo motor em todos os regimes de funcionamento.

Para funcionar normalmente, não pode haver entupimento na tomada de vácuo, nem entradas falsas de ar.
O sensor IAP e o sensor de borboleta trabalham em conjunto, podendo, em casos de emergência, suprir os valores do TPS.
Os sinais deverão ser medidos entre os fios VD e o MR.

Sensor de temperatura do ar (IAT)
Os sensores IAT e IAPS trabalham em conjunto, com a função de informar ao MCE a temperatura do ar para que seja calculado o volume de oxigênio disponível para queima.

Poderá ser medido com o auxílio de um soprador térmico e sucessivamente com os valores contidos na tabela abaixo.

Bobina de ignição
O sistema de ignição é composto por duas bobinas independentes.

Pelo polo negativo (pulsante) das bobinas, é possível medir o Ângulo de Permanência da Ignição e o RPM.       

Resistência da bobina
Primário: 3,5 a 5,5 ?
Secundário: 38 K?

Na próxima edição finalizaremos esta reportagem com a explanação do diagnóstico da válvula corretora de marcha lenta e do sistema de alimentação de combustível.
Até lá.

 


 









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