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Compartilhando experiências sobre o Escort Zetec

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Nas grandes cidades, o Ford Escort fabricado a partir de 1997, equipado com motorização Zetec, já compareceu em grande número nas oficinas, mas sabemos que em muitos lugares a quantidade de passagens foi menor, por isso vamos compartilhar o conhecimento dos reparadores que já conhecem os segredos da reparação deste modelo

Veja também:
Comentários sobre o sistema de ar condicionado do Escort ZETEC
Supensão Escort Zetec
Confira mais algumas dicas importantes relatadas por Amauri Gimenes

O Escort de sétima geração, conhecido como Zetec, foi fabricado de 1996 (comercializado como modelo 1997) a 2003, utilizando os motores Zetec 1.8 16 v e Zetec RoCam 1.6 8v. O primeiro se caracterizava pelo ótimo desempenho enquanto o segundo tinha a economia como ponto forte.

A designação Zetec surgiu em 1992, para identificar os motores da série Zeta da Ford que substituíram os motores CVH, da década de 70, em algumas aplicações na Europa e EUA, porém mantendo boa parte da arquitetura do bloco. O sistema multiválvulas foi desenvolvido em conjunto com a Yamaha e, em 1995, passou a ser designado Zetec SE, o motor que equipa o Escort.

O sistema RoCam, que passou a ser disponibilizado a partir de 2000, com rolamentos no acionamento das válvulas e distribuição feita por corrente, foi desenvolvido pela engenharia brasileira da Ford e, posteriormente, passou a equipar alguns modelos na Europa.

Muitas informações que serão aqui apresentadas também servirão para outras aplicações dos mesmos motores e sistemas de injeção eletrônica. Segue abaixo os demais veículos para facilitar o aproveitamento das dicas:

Zetec
Courier 1.4l;
Fiesta 1.4l;
Focus e Mondeo 1.8l e 2.0l, todos 16 válvulas;

Zetec Rocam
Ka 1.0l e 1.6l
Fiesta 1.0l e 1.6l
Ecosport 1.0l e 1.6l
Escort e Courier 1.6l
Focus 1.6l e 1.8l


Motor

Fique atento aos pontos de vazamentos do motor Zetec 1.8 16v que acontecem com frequência na tampa de válvulas, mancal traseiro e cárter, que é vedado por junta. Estes vazamentos podem aparecer junto a um excesso de óleo no sistema de admissão que suja o sensor de fluxo do ar, provocando defeitos que serão vistos, a seguir,  em injeção eletrônica.

Caso isto aconteça, desconfie de problemas com anéis de pistão que podem estar danificados, devido a um superaquecimento, como informou Claudio Cobeio, que também esclareceu que este defeito pode ter acontecido devido a problemas na tampa do reservatório ou obstrução na mangueira do sistema de ar quente (motor RoCan). Aplique sempre óleo com especificações da Ford.
Carlos Bernardo, da Design Mecânica de Campinas, também falou sobre o sistema de arrefecimento e apontou o reservatório de água e a carcaça da válvula termostática que costumam apresentar trincas.

Injeção eletrônica


O sistema de injeção eletrônica utilizado no Escort 1.8 16v é o EEC –IV DCL, que utiliza bobina de ignição estática, módulo de ignição DIS, sensor de rotação, roda fônica (36-1 dente) e sensor de fase, assim é possível realizar o acionamento dos bicos de forma sequencial fasada, ou seja, a ordem de funcionamento de cada bico é a mesma da ordem de ignição.

Defeitos, que provocam oscilação da marcha lenta ou fazem o motor morrer, foram citados por todos os conselheiros que colaboraram para esta matéria. O conselheiro Júlio de Souza, da Souza Car, comentou um caso onde, mesmo com o ar condicionado ligado, a marcha lenta era normal enquanto o carro estava parado, porém em movimento, nas desacelerações, a rotação oscilava até o carro morrer. Foi constatado que nesta situação a sonda lambda travava em pobre, causando a falha.

Claudio Cobeio reforçou que, ao analisar a sonda lambda desses veículos, os valores devem variar rapidamente entre 0 e 950 mV, caso contrário, pode ser caracterizado como funcionamento irrregular. Este tipo de falha também pode acontecer devido à entrada de ar falsa no sistema de respiro do motor. Para o diagnóstico, Cobeio indica o seguinte teste: com o motor em funcionamento, desligue o conector do atuador de marcha lenta. Se estiver tudo em ordem, o motor irá morrer, caso contrário, há entrada de ar falsa.

Paulo Aguiar indica também a limpeza da TBI como uma possibilidade de reparo quando o motor estiver morrendo em marcha lenta. O corpo de borboleta possui um parafuso de regulagem do By-Pass, que segundo o conselheiro Amauri Gimenes, do centro automotivo Vicam, deveria vir com um lacre, pois sua regulagem é efetuada na fábrica e não deve ser alterada.

O excesso de óleo no sistema de respiro pode causar erros de leitura do sensor de fluxo de ar, causando perda de potência ou, até mesmo, a não elevação do giro, sendo necessário na maioria dos casos substituí-lo, mas segundo Julio, há situações em que a limpeza do fio aquecido com limpa contatos resolve.

Estouros no coletor de admissão ocorrem em muitos casos devido a problemas no sistema de ignição. Carlos Bernardo aponta a posição de trabalho próxima ao coletor de escapamento como possível causa para o ressecamento dos cabos de vela nos motores RoCam.

Um defeito muito comum ocorrer no sistema de ignição é cliente manda lavar o motor e entrar água nos alojamentos das velas de ignição, provocando falha de cilindro.

A solução é secar com ar comprimido as galerias e as chupetas dos cabos de vela e por o carro para funcionar. Caso continue falhando, pode ser necessário substituir as velas de ignição.
Cláudio Cobeio recomenda utilizar 1 mm de abertura do eletrodo das velas.







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